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Primeiro mês, primeiras impressões

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Budapeste a noite, vista desde a Citadella

Após passado pouco mais de um mês, acho que já é hora de escrever mais um capítulo dessa história que começou aqui.

A cidade é dividida em basicamente duas partes: Buda e Peste (também tem a ilha de Óbuda, mas vou relevar esse detalhe). Buda é a parte mais pacata. Mais residencial e também mais cara. Em seus interiores que você encontra casarões e é onde o pessoal mais rico mora. Tem como destaque turístico o Castelo de Buda, o Bastião dos Pescadores e a igreja de São Matias (três lugares que eu ainda preciso visitar com mais calma para tirar umas fotos. Fico devendo), além da Citadella, que é onde fica a estátua da liberdade e oferece a melhor vista da cidade. O campus da faculdade onde estudo fica no comecinho de Buda, mas eu moro em Peste.

Peste, por sua vez, é o oposto. Totalmente badalada! É aquele clichê enorme da “cidade que não dorme”. Existem inúmeros cafés, bares, restaurantes, pubs e o que mais você imaginar por aqui. Se você tiver disposição e dinheiro suficiente consegue sair todos os dias — por muito tempo — sem repetir o lugar. Na minha opinião é a melhor parte para turistar. Tem a Váci Utca, a Basílica de Santo Estevão, o Parlamento, a praça dos Heróis, mas sinceramente, o que me encanta nessa cidade são as descobertas que você faz ao desbravar a cidade sem roteiro.

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Basílica de Santo Estevão

Indo adiante e pulando essa introdução mequetrefe, quero compartilhar um pouco da experiência pessoal que está sendo morar aqui.

Em um primeiro momento eu imaginei que fosse sofrer algum tipo de choque cultural. Língua diferente, costumes diferentes, comida diferente, enfim, tudo diferente. Mas isso não aconteceu de fato. Claro, senti algumas diferenças, principalmente em relação ao idioma, mas nada que me fizesse sentir algum tipo de “choque” ou desconforto. Na realidade, ter um inglês razoável salva muito a pele. É claro que em países do leste — como a própria Hungria e Romênia (voltarei a falar desse país nos “próximos capítulos”) — não é todo mundo que fala e entende o inglês. Mas em Budapeste, que é a capital, certamente dá pra se virar em lojas e com pessoas mais novas arranhando um inglês. Não teve crise.

Talvez o choque que eu tive foi em relação às diferenças positivas que encontrei por aqui. A Hungria e os húngaros em geral são extremamente pontuais. 10 horas são 10 horas e não 10h15. Demorei pra associar isso. Aqui eles levam isso tão a sério que até os ônibus e demais transportes públicos tem uma tabela com os horários que são respeitados religiosamente. Em cada ponto há um desses quadros evidenciando os dias e horários que cada linha passa por ali. Pode contar no relógio, será no máximo 2 minutos de atraso.

E isso foi outra coisa que me surpreendeu por aqui: o transporte público como um todo. É incrível como funciona, funciona bem e é barato. Tram 24h, metrô e ônibus sempre estão disponíveis e, como eu já disse, no horário. Calculou sua rota pelo Google Maps? Não se preocupe, vais chegar em tempo, senão antes do previsto. É incrível. Quando faço o paralelo com minha cidade lá no Brasil em que, ás vezes, você tem que esperar 30 minutos só para o ônibus passar, vejo que será difícil a readaptação na volta. Por aqui eles têm o famoso “bilhete único” que a gente tanto ouve falar por aí. Por aproximadamente 50 reais eu compro o bilhete mensal de estudante e posso usar quantas vezes quiser o transporte. É ilimitado, sem asteriscos ou letrinhas miúdas. Vale para tudo: tram, metrô e ônibus.

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O famoso tram 4/6 que funciona 24h, 7 dias por semana.

Após o período de adaptação inicial, como eu tinha alguns dias ainda antes das minhas aulas começarem, foi possível fazer duas viagens. Fui para a Romênia e para a Itália. Duas viagens que realmente ficarão para minha história.

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Entretanto, como esse texto já se alongou mais do que deveria, conto mais delas na próxima :)

#pt-BR #trip